Capítulo 13 – The Reason

Capítulo 13 – The Reason

Static void Main(){

                var Capítulo = 13;

                var Título = “The Reason”;

                var POV = “Isabella”;

};

 

“I’m not a perfect person, there’s many things I wish I didn’t do

But I continue learning, I never meant to do those things to you…”

 The Reason (Hoobastank, 2003)

 

— Garota, quem é você e o que fez com a verdadeira Isa?

Essa foi a pergunta que fiz para mim mesma em voz alta, enquanto atravessava a rua para entrar no meu prédio, logo após quase ter beijado Alice na boca em plena na praça onde transitava grande parte dos meus vizinhos. Felizmente consegui resgatar um fio de juízo a tempo de desviar os meus lábios para o rosto dela. Mas chegar até ali, pareceu tão natural que me assustou. Começando pelo convite para o lanche. Foi automático. Eu não estava calculando nada, não premeditei absolutamente nada. Apenas aconteceu, e quando vi já estava a centímetros dela que, a propósito, conseguiu ficar mais linda e mais atraente ainda com aquela carinha toda nervosa. Sim, porque ela ficou muito nervosa com a minha aproximação, foi nítido. Não remeteu em nada a predadora cheia de si que quase havia me atacado na noite anterior, em meu apartamento. Eu não fazia ideia das sensações que a boca dela na minha poderiam ter me causado caso eu não tivesse me controlado, mas se eu fosse mensurar pelo que senti ao beijar aquela bochecha tão macia, tão delicada e tão cheirosa, diria que a experiência teria sido no mínimo extraordinária. Certamente havia conseguido um bom material para um novo sonho.

Como um ato tão simples foi capaz de mexer tanto comigo? Ela era tão perfeita! Gentil, carismática, divertida, linda demais… e tinha aqueles olhos… e aquele sorriso lindo, a boca rosada, tão convidativa. Era um raio de sol iluminando a escuridão a qual eu viva sem nem perceber. Nossa noite estava tão agradável que nem me dei conta do tempo que havia se passado. Eu não queria ir embora, não queria de forma alguma ficar longe dela. A sensação era inexplicável, e eu estava vivendo um grande dilema.

“Isa, você é uma mulher comprometida, pelo amor de Deus. Além disso, por mais que seja encantadora, esse deve ser o jogo dela, que com certeza não é flor que se cheire. É uma conquistadora em série. Já deve ter usado esse charme irresistível com todas as garotas que levou pra cama.  Ela sabe que é linda, sabe que é interessante. Deve usar isso como arma. Você provavelmente é só o mais novo desafio dela. Sai dessa, garota. ”

A minha mente e o meu corpo estavam completamente fora de sintonia. Cada partícula do meu corpo, cada milímetro da minha pele gritava o nome da Alice, mas cada neurônio do meu cérebro ponderava os contras daquela situação toda. Seria bem mais fácil se eu não tivesse plena convicção de que ela queria exatamente o mesmo que eu, mas ter ciência do desejo dela por mim só me instigava a querê-la mais. Aquilo estava me preocupando, pois a cada instante o meu corpo parecia adquirir mais vantagem na disputa contra a minha racionalidade. Ele simplesmente ganhava autonomia quando estava perto dela, como se um pequeno alienígena tarado, com um crush desgraçado em loiras altas de olhos azuis, tivesse invadido o meu cérebro e tomado o controle sobre os meus instintos. Mas tinha um porém: embora àquela altura eu já tivesse aceitado o fato incontestável de estar me sentindo atraída por Alice, trair o Lucas ainda era algo impensado para mim. Se soubesse disso, Fernanda me diria que chifre trocado não dói, só que comigo não funcionava assim. Na minha cabeça, descontar uma traição na mesma moeda te fazia tão traidor quanto quem traiu primeiro. Como eu poderia cobrar o Lucas por não ter sido leal e depois ser desleal da mesma forma? Não, comigo aquilo não funcionava, nem combinava, na verdade. Seria muita hipocrisia. Ele me traiu, eu perdoei. Pronto, prego batido e ponta virada. Fim da história. Se não quisesse ter perdoado, não devia ter aceitado voltar, por isso, a traição dele não era desculpa para que eu fizesse o mesmo.

“É isso. A sensatez deve sempre prevalecer. Cabeça 1 x 0 Corpo… não, espera… teve o sonho, então, Cabeça 1 x 1 Corpo. Estão empatados. Ainda dá pra reagir. Quê? A verdade, eu quase a beijei na boca agora mesmo. Cabeça 1 x 2 Corpo. Merda! Eu a convidei para passar a virada de ano comigo. Cabeça 1 x 3 Corpo. Ah, melhor parar de contar, porque se eu continuar, o Alemanha 7 x 1 Brasil vai parecer brincadeira de criança. Droga! ”

Sabe aquele desenho do Coyote e do Papaléguas? Pois é, minha cabeça havia se transformado no Coyote e o meu corpo no Papaléguas. Parecia não haver plano mirabolante o suficiente para fazer a minha cabeça ganhar aquela disputa. Mas eu não podia me render. Aquilo estava fora de cogitação. Eu só precisava encontrar uma forma de ficar menos vulnerável na presença dela, o que certamente não seria nada fácil, vez que além de dividirmos a sala e a gerência de um projeto, ainda tínhamos mais compromissos agendados do que do que o Wesley Safadão tinha shows. Caronas diárias, uma happy hour, uma festa de réveillon e uma viagem de três dias para o Rio de Janeiro.

“Não, eu preciso encontrar algo que me ajude. Já sei, vou ler a bíblia… especificamente aquela parte que fala dos quarenta dias e quarenta noites que Jesus Cristo passou sendo tentado pelo diabo. Isso com certeza deve me inspirar… Deus do céu! Eu tô me transformando em uma maluca de pedra. Acho que o melhor mesmo é procurar um manicômio. Mas por que cargas d’água eu fui convida-la para o réveillon na casa da Fernanda mesmo, hein? Fernanda… puta que pariu. Depois que ela souber disso, eu não vou ter mais paz na vida. Cara, eu tô cavando a minha própria cova. Tô entrando em um barco furado… em um caminho sem volta. Pior, não consigo tomar nenhuma atitude para evitar nada disso. Estou parecendo até feliz com a ideia de me afogar naquele sentimento… naqueles olhos… naquela boca… Aaaaah… Tô ferrada! Seja o que Deus quiser. ”

Abri a porta do meu apartamento e me deparei com Lucas no meio da sala, impaciente, andando de um lado para o outro com o telefone no ouvido. Quando percebeu a minha presença, largou o telefone e veio em minha direção, falando em um tom impaciente:

— Onde você estava? Tô te ligando há horas e você não atende.

“Merda, meu celular no silencioso dentro da bolsa. Nem lembrava desse pequeno detalhe: eu devo satisfações da minha vida ao meu namorado. ”

Meio sem graça, respondi:

— Eu… eu estava na pracinha. Fui comer um sanduíche…

“Com a mulher com quem estou tendo sonhos eróticos e quase beijei na boca. ”

Ele nem me deixou completar. Interrompeu-me irritado:

— E custava ter avisado? Eu estava preocupado, Isa. Uma hora dessas…

— Desculpa, Lucas. Esqueci o celular no silencioso dentro da bolsa e perdi a hora batendo papo…

— Parece que você esquece do mundo quanto tá com a Fernanda, né?

Ele achava que eu estava com a Fernanda, e eu poderia tê-lo deixado pensando assim, mas não consegui. Não sabia mentir, além do mais, tecnicamente eu não havia feito nada de errado… Tecnicamente, porque se pensamento contar…

Expliquei:

— Eu não estava com a Fernanda. Estava com a Alice.

— Alice? – Perguntou-me meio confuso.

— Sim, Alice, que você conheceu ontem. – “Aquela que por pouco não me agarrou, intantes antes de você chegar… ” – A Fernanda não tá conseguindo sair cedo da loja, então a Alice me ofereceu carona de novo. Ela mora aqui perto.

– Ahan… Mas por que demorou tanto? Por que não avisou que ia chegar tarde?

Ele já parecia mais calmo. Era compreensível a preocupação dele, afinal, já estava mesmo muito tarde. Aproximou-se de mim e beijou meus lábios rapidamente, antes que eu respondesse:

— Desculpa! Era pra ter sido um lanchinho rápido, mas a gente se empolgou na conversa… – “E em outras coisas mais. ” – Nem vi a hora passar. Além disso, achei que você estivesse ensaiando, então não me preocupei em avisar.

— Tudo bem, desculpa o meu nervosismo também. É porque a hora passava e você não chegava, não atendia o celular… fiquei preocupado, achando que poderia ter acontecido alguma coisa.

— Tá, tudo bem, mas por que você não tá ensaiando?

— Porque eu precisava conversar com você.

— Sobre o quê?

— Sobre ontem… eu… eu… vamos sentar?

“Ah, não! Tudo, menos DR, por favor. ”

Segui o comando dele e me sentei de lado no sofá. Ele fez o mesmo, ficando de frente para mim. Tudo que eu não queria era uma nova discussão, mas se ele havia faltado o ensaio para conversar, o mínimo que eu o devia era um pouco de atenção, ainda mais depois da maneira como eu o havia tratado na noite anterior.

*** Flashback:

Após o sonho com Alice, precisei de um novo banho para poder dormir, mas mesmo assim o sono não veio. Fiquei bolando de um lado para o outro na cama com a cabeça trabalhando a mil por hora. Lucas chegou em casa cerca de meia hora depois. Quando percebi sua chegada, fingi estar dormindo. Ele se preparou para deitar e quando deitou, tentou me acordar, mas resmunguei que estava exausta e virei para o outro lado. Não me orgulho do que fiz, mas eu estava me sentindo culpada, pois havia sido muito grosseira com ele, além disso, tinha o sonho… não ia conseguir encara-lo.

*** Fim do flashback.

— Então, o que você quer falar?

— Amor, eu quero me desculpar com você. Não devia ter saído daquele jeito ontem. Você tinha toda a razão de estar chateada. Por minha culpa teve um dia de cão e…

“Eu aqui me sentindo mal por ter sido grosseira e por tê-lo traído em sonho, e ele se desculpando. Lucas, bem que você poderia ser um completo idiota e facilitar as coisas pra mim. ”

­— Não, Lucas… eu que quero pedir desculpas a você por ter sido tão grosseira…

— Para. Não tem do que se desculpar. Olha… você não precisava me emprestar o carro, mas emprestou. Eu devia ter sido mais responsável e… te causei altos prejuízos.

— Lucas…

— Escuta, Isa, não tem nada que eu possa fazer pra agilizar a entrega do teu carro, mas eu depositei na tua conta o dinheiro que você gastou com a franquia do seguro. Tá aqui o comprovante.

E me entregou um pedaço de papel com o comprovante de depósito. Olhei incrédula. Fiquei me perguntando de onde ele tinha tirado dinheiro para fazer aquilo. Não aguentei e perguntei:

— Amor, de onde você tirou dinheiro? Há poucos dias me disse que estava zerado e…

— Eu vendi a minha coleção de LPs dos Beatles.

— O quê? – Quase gritei. – Tá maluco, Lucas? Você era louco por aquela coleção. Levou anos pra conseguir completa-la.

— Era só um monte de vinis velhos, cobertos de poeira. Quem liga? – Ele ligava. Sei que ligava e muito. – Já estava pensando em vender faz tempo, além disso, tenho todas as músicas no celular.

— Mas a coleção valia bem mais que isso…

— Eu sei. Guardei o resto do dinheiro. Vai ajudar bastante nas despesas da casa por um tempo, até a gente conseguir emplacar essa música nova.

E começou a falar do mais novo futuro sucesso da banda dele, que provavelmente seria, na verdade, mais um fracasso. Sempre que lançavam uma música nova era assim, ele achava que seria a música que faria com que fossem vistos. Eu bem que tentava ser otimista, mas depois de tanto tempo, já não conseguia mais. Fiquei comovida com a atitude dele. Lucas era apaixonado pelos Beatles, e aquela coleção era o seu maior orgulho. Cheguei a sentir um nó na garganta quando o ouvi falar que vendeu.

— Mas, amor, eu já tinha pago a franquia. Não precisava de nada disso…

— Eu queria pagar, amor. Já me sinto mal o bastante por contribuir bem menos do que você com as despesas da casa. Não achei justo te deixar arcar com o prejuízo.

— Nós já conversamos sobre isso…

— É, eu sei, você já disse que não liga, mas eu ligo. Olha, Isa, eu juro que se soubesse fazer outra coisa, já teria desistido da banda, mas eu não sei. Acho que eu não seria bom nem limpando o chão. Eu só sou bom em duas coisas: tocar e te amar.

“Ai! Chega deu uma pontada no coração agora. Mas não de felicidade, e sim de culpa. ”

— Mas se você quiser que eu largue tudo e vá procurar um emprego normal, eu vou. Faço qualquer coisa pra te deixar feliz. Eu amo a música, é o meu sonho, mas você é a minha realidade. E se eu tiver que escolher entre as duas coisas, não pisco nem os olhos. Vou escolher você de cara. Sabe por quê?

— Por quê?

— Porque eu te amo mais do que eu amo a música. Porque acho que te amo mais do que a mim mesmo.

Qualquer garota normal se derreteria toda ao ouvir uma declaração daquelas, mas eu fiquei foi preocupada. Não queria que ele se sentisse daquele jeito. Eu o amava, sabia disso, mas nem de longe o amor que eu sentia se aproximava de uma coisa como aquelas. Além do mais, a ideia de ele me amar mais do que a si próprio me deixava muito assustada. Isso parecia meio doentio. Não sei se estava falando a verdade ou se só estava querendo me comprar com as palavras. De todo modo, não podia admitir aquilo. Impaciente com aquela situação, falei:

— Para, Lucas. Para com isso.

— Mas é verdade, amor.

— Pois se é assim que você se sente, trate de tentar reverter. Lucas, ninguém pode amar outra pessoa mais do que a si próprio. Escute o que você tá dizendo… você disse que largaria a música, que é o teu sonho de toda a vida, se eu te pedisse pra você arrumar qualquer outro emprego por aí. Como você viveria? Totalmente frustrado. Você sabe que eu jamais te pediria isso, mas mesmo que o fizesse, seria idiotice sua se aceitasse.

— Isa, eu te amo. Não posso sequer imaginar como seria a minha vida sem você.

— Eu também amo você, mas não posso admitir esse pensamento. Já foi absurda essa história de vender os discos…

— Tá bom, tá bom… esquece o que eu falei. Mas sobre os discos, já era. E acredite, eu não fiz de malgrado. Eu precisava fazer, eu queria… Tô me sentindo muito aliviado por ter te devolvido essa grana.

O que ele não lembrava era que já tinha batido o carro outras duas vezes, que já havia tomado tanta multa que cheguei a quase perder a minha carteira de motorista, que todas as vezes que saíamos ou viajávamos, quem arcava com a maioria das despesas era eu, que as despesas da casa, o plano de saúde dele, a conta do celular, as roupas que ele vestia, as cuecas que usava… tudo era quase que cem por cento pago por mim. Mas eu não iria jogar isso na cara dele. Não podia. Eu havia aceitado aquela situação desde o início e se não estava satisfeita, meu dever era me separar. De todo modo, a atitude dele de vender os discos me comoveu, embora a maioria deles tivessem sido compradas com o meu dinheiro também. Ou seja, tecnicamente, ele não tinha pago nada. Mas aquela discussão já estava demasiadamente cansativa, então decidi encerra-la:

— Tá bom, amor. Vamos esquecer essa história.

— É tudo o que eu mais quero. Você me desculpa?

— Tá desculpado.

— Coisa boa! – Ele sorriu feliz. – Então vem cá, vem? Vamos fazer as pazes?

E me puxou para um beijo nada tímido. Retribui sem vontade. Tentei protestar:

— Amor, tá tarde, tô cansada, amanhã acordo ce…

Mas fui interrompida com um novo beijo. Não tinha jeito, precisei retribuir.

— Hoje você não me escapa. Tô morrendo de saudade de você. Vem pro quarto, vem? Vou te fazer uma massagem bem gostosa pra você relaxar e depois te faço ter o maior orgasmo da história.

“Pode tentar… difícil vai ser conseguir. A menos que tenha adquirido o poder da Mística, dos X-Men, e se transforme em uma bela loira de olhos azuis e lábios rosados. ”

Nota da Autora: Mística é uma personagem da série de quadrinhos X-Men, da Marvel, que possui o poder de metamorfose, capaz de mudar suas células adquirindo a aparência que lhe desejar e os poderes do que ela se transformar, tanto de humano quanto de animal, ela é uma mestra em manipular pessoas ao trocar sua aparência, assume seus atributos físicos, todas as habilidades, vestimentas e voz.

Fomos para o quarto e ele cumpriu a promessa. Entre beijos e carícias, tirou a minha roupa, deixando-me apenas de calcinha e sutiã. Precisou tirar a dele também – ficando apenas de cueca boxer – porque eu não movi um dedo para isso. Deitei de bruços, e ele começou a massagear as minhas costas. Estava gostoso, mas nem de longe a sensação remetia à excitação. Eu pressentia que teríamos um problema grave na hora H. Aquilo não ia funcionar. Felizmente, eu fui salva pelo gongo… digo, pela ânsia de vômito. Eu havia comido um sanduíche enorme e me empanturrado de batata frita e refrigerante. Alice ainda arrematou a jacada com uma taça de sorvete. Normalmente só jantava um queijo quente ou uma saladinha com frango, por isso, aquela comida toda havia pesado no meu estômago. Sentindo-me meio nauseada, falei:

— Amor, não tô me sentindo bem.

— Quê? O que foi?

— Não sei, meu estômago… acho que vou vomit…

Precisei me calar para evitar vomitar na cama mesmo. Levantei correndo e fui para o banheiro. Só deu tempo levantar a tampa do vaso e todo o meu jantar super calórico foi colocado para fora. Lucas me seguiu. Estava nervoso, preocupado, segurava os meus cabelos para não sujarem. Passei muito mal, achei que nunca fosse parar de vomitar, mas incrivelmente estava feliz com aquilo. Antes aquela crise do que fazer sexo com o Lucas por obrigação. O coitado ainda limpou tudo pra mim. Bem que tentei limpar, mas ele não deixou. Senti uma culpa absurda por aquilo. Tomei banho, escovei os dentes e fui deitar. Ele já estava na cama quando cheguei. Falei:

— Amor, desculpa, eu… eu sinto muito.

— Tudo bem, meu amor. Eu entendo. Vai dormir, vai. Você precisa descansar. Se sentir alguma coisa, me chama. Boa noite.

E deu-me um beijo rápido nos lábios para se despedir. Pela primeira vez eu estava sentindo o peso dos novos sentimentos que habitavam o meu corpo. Mas então vieram as indagações: será que Alice era a responsável pela minha total falta de interesse no meu namorado? Será que se eu não a tivesse conhecido, aquele pedido de desculpas dele não teria me comovido? Ou será que Fernanda tinha razão, e o meu relacionamento já estava falido? Eram muitos “serás”.

— Boa noite, amor.

“Não, Lucas, você não entende. Não faz ideia do que está acontecendo. Eu deveria ser honesta com você, mas sou covarde demais para falar. Eu sinto muito, meu amor. Eu sinto muito. ”

Será que eu conseguiria encontrar as respostas para aquelas perguntas?

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Meninas, capítulo desta semana postadíssimo. O dia era amanhã, mas já estava pronto, então antecipei.

Não deixem de me contar o que acharam, ok?

Abraços e até semana que vem.

Leia outros capítulos desta história<< Capítulo 12 – Just The Way You AreCapítulo 14 – Outro Lugar >>
Linier Farias

Linier Farias

Cearense, de Fortaleza. Amante da literatura que acabou descobrindo um grande prazer em escrever.
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