Capítulo 56

Capítulo 56

 

O som irritante do despertador do celular de Alicia ecoou no quarto acordando a veterinária. Maia, que havia acordado não muitos minutos antes, observou a maior erguer o braço que estava para fora da cama até o criado-mudo entre elas colocando a palma sobre a tela do aparelho e conseguido, de alguma forma, desligar o alarme. A dona do Rancho estava deitada de lado, uma mão por cima e outra por baixo do travesseiro, enquanto assistia aos primeiros movimentos da mais velha.

Alicia estava de bruços, o travesseiro quase sobre sua cabeça jogado para o lado da parede. Apenas metade de seu corpo estava coberta, os pés e parte da perna direita pra fora assim como os ombros e braços. Depois de desativar o despertador ela rolou até estar de lado, os olhos piscando preguiçosamente enquanto se focavam nos olhos verdes. Um sorriso se formou nos lábios da menor e logo outro sorriso surgiu no rosto da mais velha que virou o rosto por um segundo contra o colchão antes de encarar Maia outra vez.

– Bom dia, Maia – falou a veterinária, sua voz rouca e um tanto lenta por causa da sonolência por ter acabado de acordar.

– Bom dia, Alicia – respondeu a menor com um largo sorriso tirando a mão que estava por cima do travesseiro e segurando com ela a barra da coberta que estava próxima ao seu queixo – Dormiu bem? – perguntou enquanto assistia a maior afastar os cobertores e se sentar na cama.

– Maravilhosamente – respondeu Alicia rindo baixo e erguendo os braços para se espreguiçar o que lhe provocou um pequeno resmungo – Posso usar o banheiro primeiro? – ela perguntou com os olhos ainda meio-abertos de sono.

Maia apenas concordou com a cabeça, ainda estava processando a imagem de Alicia se espreguiçando com a regata subindo até mostrar seu umbigo. Sem notar o que fazia ela acabou mordendo o lábio inferior e continuou a encarar a região que agora estava novamente coberta pelo tecido branco. Alicia não percebeu o que a outra tinha estado olhando, mas sorriu sem graça com o jeito como os olhos verdes encaravam seu tronco. Por isso se levantou e se aproximou da cama da mais nova. Alicia se inclinou fazendo Maia arregalar os olhos até que a veterinária beijou delicadamente a bochecha dela, perto demais do canto dos lábios.

– Bom dia, Maia – disse ela se afastando com o rosto um tanto corado já que se recordava de cada instante da noite anterior, mas ainda não consegui acreditar que houvesse realmente acontecido.

A dona dos olhos verdes apenas sorriu boba com o carinho e observou Alicia ir até sua mochila e pegar um jeans dobrado e uma camisa da qual ela só viu que a cor era de um verde muito claro. Se sentou na cama olhando a porta do banheiro se fechar e saiu debaixo de seus cobertores. Sorriu e soltou um suspiro. Se esticou até alcançar o próprio celular e parou por alguns segundos ponderando se deveria enviar alguma mensagem com notícias ao amigo, mesmo que ele provavelmente só fosse ler o conteúdo dali a algumas horas, quando acordasse.

Digitou uma rápida frase onde apenas contava que beijara a veterinária e que ela retribuíra. Sabia que Enzo entraria em choque pela informação e depois em um surto por não conseguir contato com ela, já que estaria na estrada, mas não pode resistir ao impulso de compartilhar aquilo com ele. Depois se levantou lentamente e foi até sua bolsa onde pegou um conjunto de calça jeans e uma blusa azul escuro que tinha gola alta. Seria sua troca e ela deixou as peças separadas ao lado de sua toalha nos pés da cama. Se sentou novamente sobre o colchão e buscou o controle da televisão.

Ligou o aparelho em um canal de notícias e se distraiu com isso enquanto Alicia usava o banheiro. Alguns minutos depois ela ouviu o chuveiro ser desligado e se levantou para pegar suas coisas. Logo depois Alicia saiu usando a calça jeans preta, de chinelos e com outra regata, dessa vez cinza e mais justa que a da noite anterior. Os cabelos da mais velha estavam molhados e ela vinha com a toalha branca no pescoço esfregando as mechas para retirar o excesso de água. Maia se levantou e elas se cruzaram no pequeno corredor entre as camas.

As duas sorriram e Maia se esticou para deixar um beijo no rosto da mais alta antes de correr da forma que podia para o banheiro. Alicia soltou um suspiro apaixonado, havia saído do banheiro sem terminar de se secar e de se vestir para que Maia não precisasse esperar demais. Depois de ouvir a porta se trancada ela se sentou na cama e continuou a secar o cabelo com a toalha. No final seus fios estavam uma bagunça e ainda úmidos, mas ela odiava secador e ouvira a previsão enquanto se vestia. Como a temperatura já estava em 16°C e a máxima do dia seria de 22 ela decidiu sair com o cabelo molhado mesmo.

Depois de não ter mais pingos de água caindo sobre suas costas ela alcançou as botas. Ouvia a água parar de cair no banheiro e enxugou melhor os pés antes de calçar as meias e depois as botas pretas. Assim que tinha as botas nos pés ela se aproximou de sua mochila guardando as roupas que havia usado para dormir e tudo o mais que já havia uado. Sua camisa estava sobre a cama e ela fechava o zíper da mochila quando a porta do banheiro se abriu e Maia saiu completamente vestida.

A mais velha que estava em pé aos pés de sua cama sorriu encarando a menor que se aproximou dela com a muda de roupas nos braços. Maia andou até parar em frente a veterinária que soltou a mochila e se virou para encará-la. Os olhos verdes encararam os castanhos claros e Maia sorriu erguendo a mão direita até o rosto da maior e puxando-a para perto. Alicia sorriu largamente se deixando ser levada até que seu sorriso foi desfeito pelo selinho que Maia deu em seus lábios.

– Agora sim – sussurrou a mais nova sorrindo e abrindo os olhos – Bom dia, Alicia – ela falou e teve os braços fortes envolvendo seu corpo antes de sentir outro selinho em seus lábios.

– Certo – murmurou a veterinária depois de mais alguns beijos rápidos – Vamos tomar café logo ou sairemos muito tarde – disse ela deixando um último beijo nos lábios da menor antes de soltá-la.

Maia apenas concordou e foi até sua cama guardar as roupas na bolsa e calçar seus sapatos. Alicia desligou a televisão e terminou de guardar suas coisas deixando a mochila pronta sobre a cama. Maia decidiu deixar para guardar o resto de suas coisas quando voltassem depois de comerem e apenas calçou seus sapatos. Quando ela terminou e ergueu o olhar para a mais velha viu Alicia acabando de fechar as mangas da camisa verde clara. Ela sorriu e se levantou indo até a veterinária que já começava a fechar os botões da frente. Alicia parou o que fazia quando Maia se aproximou e viu as mãos da menor substituírem as suas enquanto ela fechava todos os botões, exceto o da gola com um sorriso.

– Sabia que não está tão frio assim para fechar todos os botões? – questionou a mais alta que já estava com as mãos na cintura da menor.

– Sua regata não aparece se você deixar os últimos botões abertos – respondeu Maia olhando para os castanhos cor de mel com um sorriso discreto – Fica parecendo que não está usando nada além da camisa. Para evitar dar material para a imaginação alheia é melhor fechar todos os botões – completou ela com um sorriso divertido, mas parte dela realmente falava sério.

Alicia soltou uma pequena gargalhada antes de levar a mão direita e abrir o último botão da camisa. Maia rolou os olhos para a atitude da veterinária, mas logo tinha os braços da maior em volta de si aproximando os corpos das duas e sentiu os lábios de Alicia em seu pescoço dando beijos castos na pouca pele que ficava exposta entre seu maxilar e a gola da blusa.

– Não precisa ser ciumenta – falou Alicia contra o pescoço da menor antes de erguer o olhar para a mais nova – E eu me incomodo um pouco com a camisa fechada. Não gosto de nada apertando meu pescoço – ela contou deixando um beijo no canto da boca de Maia que ergueu as sobrancelhas numa interrogação muda – Não consigo usar blusas como essa por exemplo – disse Alicia colocando o indicador por dentro da gola e afastando-a alguns centímetros – Ou gargantilhas. Não suporto gargantilhas – declarou a veterinária dando um sorriso divertido antes de se inclinar para deixar um selinho nos lábios da menor.

– Nunca imaginei que você fosse do tipo de pessoa que tem frescuras – contou Maia segurando um sorriso divertido que virou riso quando ela viu a mais alta rolar os olhos.

– Certo, ainda vou descobrir as suas frescuras – falou a veterinária com um sorriso bobo – Até porque você tem cara de que é o tipo de pessoa que tem várias – ela provocou e recebeu um tapa no braço, mas apenas sorriu antes de deixar mais um beijo nos lábios macios que ainda tinham gosto de pasta de dente – Agora vamos porque precisamos descer para o café.

Maia não se deixou atingir pela brincadeira e continuou a rir, mas concordou e as duas deixaram suas coisas no quarto. A mais nova colocou seu celular no bolso de trás da calça, Alicia colocou o seu no bolso da frente e foi a responsável por trancar o quarto e trazer a chave. Voltariam depois do café para buscar as bolsas antes de saírem do hotel.

Ok tomei uma surra . mas consegui. Lizz aqui (namorada da autora mais linda e gostosa )
Bem mais um capitulo pra vocês e ela pediu pra mandar recado :
1 “Desculpem a demora para responder todos os comentários. Responderei todos o mais rápido que puder ;]” 

depois ela postará outro no domingo! Beijão.

PS Amor demorou , mas foi , eu acho. Teamo Bebê.

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An 403998

An 403998

Me chamo Alini e tenho 24 anos.
Meu primeiro projeto público se iniciou em 2012; no final 2013 disponibilizei o primeiro projeto com foco em um casal homoafetivo.
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