Capítulo XI

Capítulo XI

Narrador

– Então…

– Então… você está me deixando nervosa Camila.

– Ela disse sim!

– Camila, isso eu sei. Eu quero saber se aquela sua ideia louca do modo de pedir deu certo.

– O que você acha? – Camila sorri para a prima, mostrando a mão direita com o anel. Estavam sentadas no sofá da sala da cobertura da de cabelos cacheados.

– Caralho. Ela deixou você “comê-la”?

– Carla. Meu Deus! Não sei porque falei isso a você. – Camila estava da cor de um pimentão.

– Você me disse porque até você tinha dúvidas sobre fazer isso.

– Pois saiba que ela adorou.

As duas sorriem e engatam uma conversa animada. Carla o tempo todo pedia mais detalhes, porém Camila desviava-se. Ela com certeza não iria falar de sua intimidade. A milionária estava muito feliz. Sua mulher era espetacular. Se sentia nas nuvens quando estavam juntas e seu sorriso sempre era iluminado. Ela ficava imaginando que um ano atrás, estava sozinha, solteira, infeliz, e sem sexo. Agora tinha uma mulher maravilhosa, linda, que a fazia feliz e sabia fazer um sexo que palavras não poderiam explicar. Seu sorriso bobo, sempre se estampava na face quando lembrava de sua noiva.

– Você a ama demais, não é? – Perguntou Carla ao notar que a prima não escutava mais nada do que ela dizia.

– Sim. Mais do que qualquer pessoa possa imaginar. Não é só o sexo maravilhoso. É muito mais, ela me faz sorrir, me faz bem, me faz querer viver. Com ela eu não tenho mais pesadelos, basta ela me abraçar a noite que tudo some. E eu só tenho sonhos bons com meus pais e meu irmão.

– Nossa! Isso é muita coisa.

– Sim. Eu simplesmente a amo.

– Ok. Eu iria perguntar se tem certeza desse casamento, mas já tenho minha resposta. – Camila sorri tímida. – Só quero que seja feliz prima. E sei que sua felicidade é ela.

Carla abraça a prima, demonstrando todo o apoio a esse casamento. Há muito tempo ela não via a outra assim tão feliz. E se Alessandra era a razão, ela seria eternamente grata.

………………………..

– Então você conseguiu?

– Sim. – Ale respondeu admirando o anel em seu dedo.

– E agora?

– E agora o que?

– Ale, o plano. O que fará? – Caio fala nervoso. Estavam os dois na antiga casa da mulher.

– Oras, casarei. Esse sempre foi o plano.

– Certo. E como fará para tirar dinheiro dela?

Alessandra pensa por um tempo. Ela não queria e não iria mais fazer isso. Só precisava de sua mulher para ser feliz. E dessa vez não deixaria seu pai atrapalhar. Então teria que fingir ainda fazer parte do plano.

– Eu preciso saber se ela quer casar em comunhão de bens, o que acho pouco provável, pois o tio dela não deixará. Nesse caso a opção é desvio. Tenho que ter sua confiança total para que possa ter aceso a sua conta.

– Ok. Então mãos à obra. Apresse esse casamento.

– Pode deixar.

Alessandra faria isso. Mas era apenas para não dá chances ao azar. Precisava ser mais rápida do que o pai. Mas o que a mulher não sabia é que caio já tinha um plano B. Precisava se garantir. Depois que Alessandra sai da casa. Ele corre e pega o pequeno objeto escondido, o liga e escuta:

“Eu preciso saber se ela quer casar em comunhão de bens, o que acho pouco provável, pois o tio dela não deixará. Nesse caso a opção é desvio. Tenho que ter sua confiança total para que possa ter aceso a sua conta”.

Caio sorri. Ele acaba de conseguir sua garantia.

………………………

– Oh meu Deus! Porque veio assim de repente?

A mãe de Fernanda a abraça forte. Estava com saudades da menina. Mas mesmo assim não entendia o porquê da vinda.

– Mãe, eu viria para o natal. Só revolvi adiantar. – A ruiva abraça a mãe. Demonstrando sua saudade também.

– Porquê não disse? Assim eu iria buscar você no aeroporto.

– Tudo bem mãe. Cadê o papai?

– Oras! Onde você acha? Na fazenda. Ele ainda vai me trocar por aqueles bois. – Então elas escutam o riso atrás. – Oh! Emily querida. Me desculpe não falar com você.

– Tudo bem senhora. – Ela diz tímida.

– Sem essa de senhora. – Então a mais velha vai abraçar a loira. – Como foi a viagem de vocês?

– Foi ótima mãe. Só preciso descansar um pouco. E tenho certeza que Emily quer ver a mãe dela.

– Ah sim. Vá. Maria quase enlouquece quando falei que você estava vindo. Essa minha filha é uma desnaturada por avisar em cima da hora.

A loira se despede das duas e se encaminha para a pequena casa que a família Mendes usa dentro do território da grande mansão dos Braga.

– Filha! – Maria grita quando a filha entra na casa. Era um domingo e por isso ela estava de folga.

– Mãe. Eu estava com tanta saudade. – Emily retribui o abraço.

– Eu também meu amor. Por que vieram cedo? Não viriam só no fim do ano? – Maria pergunta encarando a filha, e logo percebe seu olhar tristonho.

– Eu… podemos falar disso depois? Cadê aquele pirralho? – Fala referindo ao irmão que quando foi embora tinha 14 anos. Agora já gozava dos seus 18.

– Não mude de assunto. O que aconteceu?

Emily suspira. Maria sempre soube dos sentimentos da filha pela patroa. Ela nunca julgou, mas sempre deixou clara sua opinião contrária. Era um romance sem futuro. Apesar dos pais sempre serem gentis com elas, eles nunca aceitariam isso. Eles queriam um belo partido para a filha. Não importava se fosse homem ou mulher, só tinha que se igualar ao nível social deles. E depois de toda a história com Alessandra, eles tinham um cuidado dobrado com Fernanda. E nesse sentido, uma pobre menina, filha da empregada, também seria julgada como golpistas, que se interessava apenas pelo dinheiro. E isso Maria nunca iria admitir.

– Alessandra! – Falou simples.

– Hum? Esse fantasma de novo?

– Esse foi o motivo da nossa volta.

Maria endurece a expressão diante da informação. Agora ela sabe o porquê da tristeza da filha, e mais ainda, sabe que tempos difíceis virão pela frente. O senhor Rodolfo jurou acabar com Alessandra se cruzasse com ela novamente. O Rio de Janeiro era grande, mas não o suficiente para manter Fernanda afastada de um antigo amor mal resolvido.

……………………………………..

– Você já pensou em uma data? – Alessandra fala fazendo um carinho nos cabelos de sua noiva. Essa que estava deitada no peito da mulher.

– Não! Você tem alguma em mente?

– Não. Só quero que seja rápido. Quero que seja minha esposa.

– Amor, que tal uma lua de mel fora do país? – Camila fala animada.

– Sim.  Seria ótimo.

– Só quero poder te chamar de esposa. – As duas sorriem e Camila eleva o corpo para beijar a outra.  O que começou calmo, fora se intensificando, e logo Camila estava sentada o colo da outra.

– Amor, eu não posso, estou nos meus dias.

– Oh – Camila disse com um pouco de decepção, parando de rebolar. – Tudo bem.

Alessandra se sente mal. Acostumou a transar sempre que ela queria, e isso era praticamente todos os dias. Não que estivesse reclamando, mas ela acabou criando uma grande safada.

– Ok. Posso fazer algo por você. – Alessandra fala sugestiva.

– Que seria?

– Senta em meu rosto, é o máximo. Poderia te foder, mas não seria legal, eu ficaria em uma situação desagradável. – Camila sorri com isso.

– Ok, posso me conformar com isso. – Camila diz sorrindo e logo se posicionando.

– Você está tão safada. Não te conhecia assim.

– Você já se olhou no espelho? Pois é! Fica difícil me controlar. E pode comemorar, estou sim aumentando o seu ego.

Alessandra sorri e começa logo o seu trabalho. Lambendo, chupando, mordendo. Levava Camila a loucura, apertando a bunda, escutando seus gemidos enquanto a outra rebolava em sua boca e se firmava na parede. A de cabelos castanhos era uma submissa nata. Mas não apenas no estilo obediente, como também em uma condição de saber usar de sua “inocência” para enlouquecer qualquer pessoa. E Alessandra se sentia uma sortuda, pois ela era dela, apenas dela.

Leia outros capítulos desta história<< X PASSO 4: PEDIDO DE CASAMENTOCapítulo XII >>
Raquel Amorim
Raquel Amorim

Latest posts by Raquel Amorim (see all)

Deixe um comentário

Este site apresenta conteúdo erótico, sendo indicado somente para maiores de 18 anos. Permanecendo no site, você afirma ter idade requerida, eximindo a administração do Lesword de qualquer responsabilidade legal mediante a quebra das leis de Censura e de Proteção ao Menor e Adolescente. Literatura Lésbica. Cultura Lésbica. Histórias Lésbicas.