IX – Além de Sexo

IX – Além de Sexo

(18 de fevereiro de 2017, Sábado)

Clara acorda sentindo seu corpo mole e sensível, transar com Paloma sempre a deixava assim. Ela olha para o lado e ver a mulher com a cabeça no travesseiro, seus lindos cabelos dourados jogados no local o que a faz sorrir internamente. Um mês, já fazia um mês que elas estavam juntas, ainda meio que escondias, se a mídia soubesse que as duas herdeiras estavam tendo um romance perderiam a privacidade, porém ainda assim surgiam pequenos boatos, mas nada comprovado. Paloma queria oficializar, no entanto Clara queria esperar mais um pouco para ter certeza que estavam mesmo juntas.

– Você está fazendo de novo. – Paloma diz sem abrir os olhos, o que faz a morena sorrir.

– Você é linda, é impossível não fazer.

– Isso soa mentira quando eu sei que estou toda descabelada e com o rosto amassado. – A loira desperta e vira o corpo, ficando de lado. – Bom dia princesa.

– Bom dia. E você continua linda até assim. – Ela dá um selinho na loira e depois tenta levantar, mas é impedida.

– Aonde você vai? – A loira a joga na cama de novo e senta sobre o seu corpo.

– Tomar um banho.

– Hum… é uma proposta tentadora. – A loira começa a beijar o pescoço da morena, sua mão entra em sua blusa logo tocando em seu seio.

– Você não cansa?

– De você? Não. – Ela fala sorrindo e levanta da cama. – Vem, vou tomar banho com você, quero te chupar debaixo do chuveiro.

O corpo de Clara reage a aquelas palavras. Ela apenas levanta e minutos depois se ver completamente nua dentro do banheiro com suas costas apoiadas na parede, uma perna no ombro da loira e a mulher de joelho na sua frente. E que visão!

– Oh merda, Paloma, eu vou gozar, isso.

Ela gemia segurando com força os cabelos da mulher, adorava receber oral da loira, mesmo que ela só já tenha transado com duas pessoas em toda a sua vida a comparação entre  era inevitável, Paloma dava de mil a zero na outra garota, de mil não, de um milhão, claro que ela gozou com a outra, mas com a loira era diferente, ela não se contentava apenas em fazer Clara gozar, tinha que ir ao limite, tinha que deixar o corpo da morena completamente entregue, como estava fazendo agora, Paloma poderia fazer o que quisesse com ela, o que quisesse.

– Paloma…

A morena geme ao sentir seu líquido descer para a boca da loira. Paloma adorava sentir aquele gosto, era feminino, e na concepção dela era doce, na verdade ele foi feito para o seu paladar, isso era incontestável. A empresária levanta e beija os lábios da outra que geme com o contato.

– Você é maravilhosa.

– Você que é, posso retribuir agora?

– Deve. – Paloma fala sorrindo e logo se ver com a posição invertida, Clara estava de joelhos colocando a perna da loira em seu ombro. – Essa visão é tão sexy, você de joelhos, pronta para me chupar, eu fico excitada só com isso.

Paloma fala fazendo a morena sorrir. Clara trata de abocanhar o sexo da mulher, adorava fazer aquilo também, dá prazer a Paloma era uma honra, porque a mulher era única, era perfeita e estar ali naquela posição não era para qualquer uma.

– Isso princesa.

A loira logo segura os cachos da morena com força. Rebolava freneticamente na boca de Clara, a morena sabia bem usar a boca, literalmente. A de joelhos aperta a perna da loira com força, segurando firme sua cocha.

– Oh isso, estou quase princesa, continua assim.

E ela estava mesmo, suas pernas já tremiam e seu corpo formigava, seu limite veio quando a morena penetra a língua em sua entrada, seu corpo desfalece chamando o nome de Clara. Era sempre perfeito gozar para a estudante de administração.

…………………………………..

Elas estavam sentadas uma de frente para a outra, almoçavam em um restaurante japonês que era o preferido de Clara, mas a loira percebeu que a morena estava estranha.

– O que te incomoda?

– Nada.

– Sinceridade querida, prometemos isso. – As duas se encararam, no fundo sabiam que isso nunca seria totalmente possível entre as duas.

– Você não acha que estamos nos expondo aqui?

Paloma solta o garfo e encara a mulher, de novo aquele assunto, mais uma vez o maldito problema com aparições públicas.

– Você me tem com uma pessoa infantil Clara? – A loira tenta controlar a voz.

– Não, claro que não.

– Então porque esse maldito medo de ser vista comigo? – A morena nada disse, apenas abaixou a cabeça. Paloma respira fundo chegando ao seu limite. – Ok, perdi o apetite. – Ela acena para o garçom e pede a conta. – Vamos embora, vou lhe deixar em sua casa, quando quiser me ver de novo me avise e que seja a noite, assim fica mais fácil de não sermos vistas juntas.

Clara sente a raiva, a mágoa nas palavras da loira, ela não queria isso, mas para a morena se assumir com a mulher, seria o mesmo que estar aceitando seu destino e Clara ainda era relutante a isso. Sua mente dizia que estava agindo certo, mas seu coração não.

– Paloma…

– Não, por favor, não fale mais nada. Eu já entendi. – Ela fala ao receber a conta do rapaz e lhe pagar. A loira levanta e oferece a mão para Clara que não ousou recusar.

– Fale comigo.

Clara diz ao ver a mulher concentrada na estrada. Já estavam próximas a casa dos Fonseca.

– Não tenho nada para falar você já sabe a minha posição. Eu não quero só sexo com você, vai muito além disso, quando você acreditar em mim me procure novamente. – Ela diz ao parar o carro.

– Por favor, não vai embora assim.

– Nos vemos em breve Clara. – A loira diz sem encarar a morena.

– Eu… me desculpe.

A morena se curva para beijar a bochecha da loira, mas de repente Paloma vira o rosto e puxa a outra pela nuca com força tomando seus lábios ferozmente. O que deixou a morena completamente entregue, tão de repente também a empresária para o beijo.

– Não se esqueça, muito além de sexo. – A loira deixa Clara sair do automóvel, com certeza era mais que sexo, para as duas.

Leia outros capítulos desta história<< VIII – Que os jogos comecemX – Primeiro Dilema >>
Raquel Amorim
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