VII – Medos que dominam

VII – Medos que dominam

(11 de janeiro de 2017, Quarta-feira)

Paloma acorda cedo na manhã seguinte como era de costume, ela tenta se mover, mas então sente um peso sobre seu corpo, ao abrir completamente os olhos observa aqueles perfeitos cachos caídos em seu ombro e só então as lembranças da noite anterior se fizeram presentes. Ela acaricia de leve os cabelos e sente a mulher ressonar. Tão linda, tão sensível, qualquer pessoa em sã consciência se apaixonaria facilmente por Clara Fonseca, mas Paloma não poderia, se isso acontecesse ela poria tudo a perder. Ela fez uma promessa a seu pai, se vingaria, tiraria sangue do homem que o assassinou, aquela mulher em seus braços era a forma mais dolorosa conseguir seu objetivo, ela a faria a amar tão profundamente que Clara faria tudo que ela quisesse, inclusive ficar contra o seu sócio, só precisava fazer as coisas corretamente. O primeiro passo já foi dado, a tinha em sua cama depois de uma deliciosa noite de amor, agora ela iria usar de toda a sua experiência com mulheres para ter o coração da morena para si.

– Eu não posso amar você.

Paloma disse baixo, então a mulher se mexe, Clara sorri, seus sonhos eram bons, o seu sorriso era perfeito, aquelas covinhas do lado o deixavam tão infantil e ao mesmo tempo sexy. Foi impossível para a loira não sorrir com isso, seria impossível para Paloma não se apaixonar, mas ela lutaria, lutaria com toas as suas forças para não deixar esse sentimento evoluir, ela não poderia, mas o que a loira não sabia, era que ninguém controlava essas coisas.

– Hum… – Clara geme ao sentir o carinho em sua bochecha, o que a faz abrir os olhos.

– Bom dia. – A voz sexy rouca da loira se faz presente.

– Oh meu Deus! Oh meu Deus! – Clara salta com um susto. – Eu dormi aqui? Meu Deus! Isso não poderia ter acontecido. – Ela levanta completamente nua procurando suas roupas.

– Hey, calma, agora já foi, você dormiu comigo além de fazer outras coisas.

– Merda. Você não entende, isso não poderia ter acontecido, foi um erro. Você não entende.

Paloma levanta da cama irritada e puxa o corpo da morena contra o seu também completamente nu.

– Para, pare de dizer isso, o que aconteceu nunca será um erro. Eu quis, você quis, então por favor pare com isso.

– Você não entendeu, eu não me referi ao que aconteceu, eu me referi a dormir aqui com você.

– Qual o problema em dormir comigo?

– O problema é a que isso pode levar, Paloma, isso não dará certo, nós… não podemos levar isso adiante.

– Porque não? – Ela acaricia a bochecha da mulher com o polegar tendo a outra mão em sua cintura possessivamente.

– Porque…

– Seu medo, você tem que me falar abertamente dele, só assim poderemos fazer dá certo. Se tem medo de se machucar, eu posso prometer que não farei isso, eu quero você Clara e você me quer, só precisamos nos dá uma chance.

– Você não pode prometer isso e nem eu a você, o amanhã é muito incerto para nós duas.

– Eu não me preocupo com o amanhã, eu quero saber do agora. Aqui, com você, te tocando, te beijando, te dando prazer, isso que importa.

– Paloma…

– Você não pode resistir a mim, só por chamar meu nome assim seu corpo me dá a resposta. Não lute contra.

– Eu… droga…

– Apenas se deixe sentir.

Paloma beija os lábios da mulher com carinho. Ela precisava mostrar para Clara que não se tratava apenas de sexo. Precisava dizer com aquele contato que queria mais que isso, pois até a loira precisava se convencer de que era apenas isso, era apenas sexo, tesão, desejo, não poderia sentir mais que isso, mas a quem ela estava tentando enganar se nem ela acreditava?

…………………………………………

Paloma deixa a mulher em frente ao portão da mansão, prometendo que se ela não entrasse em contato até o começo da noite ela viria atrás, Clara sabia que ela faria isso. Elas se despedem com um beijo tão quente que as calcinhas melaram novamente, as duas sabiam que sempre seria assim quando se tocassem. A morena sai da Ferrari e entra na mansão de cabeça baixa, então sua mãe a olha. Os olhares se faziam perguntas que nenhuma poderia responder naquela hora. Clara apenas corre e abraça a mulher se deixando chorar em seu ombro. Priscila entendia a filha, na verdade ela entendia mais do que a mais nova poderia imaginar, estar naquela situação era tão frustrante. Ela acaricia os cachos da morena e suspira.

– Eu não posso fazer isso mãe, eu não vou conseguir.

– Shiii, você é mais forte do que imagina meu amor, você pode.

– Não! Eu vou… ela é tão especial, eu vou…

– Se você se apaixonar não terá problema, você só tem um objetivo.

– Eu não vou conseguir fazer se a amar, eu não vou.

– Você vai Clara, você vai.

Então as duas ficam assim por um bom tempo, até que Clara vai para seu quarto e desaba na cama, com apensa uma certeza, ela não vai conseguir fazer aquilo com Paloma.

…………………………………………

– Porque eu sinto que você não está falando dela apenas como uma forma de se vingar? – Pietra fala para a amiga, estavam sentadas na sala da presidência que agora pertencia à loira.

Pietra Ferraz, era uma advogada da empresa de Paloma, as duas eram amigas há muito tempo. Elas fizeram faculdade juntas, a loira só confiava na amiga para tudo. Tanto que ela sabia do seu plano de vingança. A mulher ruiva, de cabelos lisos e 1,73 m de altura, era eficiente no que fazia, o sucesso da M&F também se dava por sua parceria com Paloma. Mas agora ela se viu preocupada devido ao modo que a amiga falou de Clara Fonseca.

– Não fale besteiras Pietra.

– Paloma, se você se apaixonar…

– Eu não vou, ela é linda, gostosa, cativante e me apaixonar seria fácil, mas não vou, e mesmo que aconteça nada vai atrapalhar meus planos, eu prometo.

– Talvez se apaixonar por ela seja a melhor coisa que te aconteça. – A ruiva sempre deixou claro que era contra essa ideia de vingança.

– Não vamos discutir isso de novo. Eu vou cumprir a minha promessa com ou sem a sua ajuda. – A ruiva suspira.

– É, não vamos discutir de novo. Então, temos negócios a tratar.

– Sim, o que tem para mim?

As duas começam a falar de negócios, evitar esse assunto era o melhor a se fazer levando em conta a contrariedade das duas. Mas Pietra tinha medo, ela duvidava que a amiga já não estivesse apaixonada, e se fosse verdade, ela sairia muito mal dessa história, pois Paloma era uma pessoa especial mesmo que ela negue, quando ela ama, ama para valer, ela se entrega, se for lutar contra isso se puniria pelo resto da vida por maltratar quem ela ama, isso a destruiria, essa vingança a destruiria.

Leia outros capítulos desta história<< VI – Idolatrando no SexoVIII – Que os jogos comecem >>
Raquel Amorim
Raquel Amorim

Latest posts by Raquel Amorim (see all)

Deixe um comentário

Este site apresenta conteúdo erótico, sendo indicado somente para maiores de 18 anos. Permanecendo no site, você afirma ter idade requerida, eximindo a administração do Lesword de qualquer responsabilidade legal mediante a quebra das leis de Censura e de Proteção ao Menor e Adolescente. Literatura Lésbica. Cultura Lésbica. Histórias Lésbicas.