What’s up

“Os gregos antigos acreditavam que existia sete tipos de amor e que todos eram muito bem delimitados, o que eu discordo, pois creio que eles se misturam dependendo da pessoa e da situação. Mas, enfim, eles achavam que o ser humano pode passar por todas essas fases, ou vivê-las separadamente.”

O dia estava frio e ensolarado, por isso, depois do almoço sentamos sob o sol para nos aquecermos. A Elô explicava sobre como o amor era visto na antiguidade clássica, a Luiza anotava e eu prestava atenção, tanto na explanação da Elô quanto naquela garota que me atraía cada vez mais.

“ O primeiro tipo de amor que a pessoa sente é – ou pelo menos deveria ser – por ela mesma, o que os gregos chamavam de Philautia. Ou seja, o amor próprio, que se levado ao extremo pode fazer com que o narcisismo se manifeste. Na sequência, existia o que classificavam como sendo o amor que sentimos por nossa família, a esse tipo de amor davam o nome de Storge. Philia era o amor pelos amigos, um amor que envolve desprendimento e generosidade. Já o amor fraternal – o qual, ao meu ver, pode ser confundido com a Philia – recebia a denominação de Agape, é o tipo de amor que envolve a caridade para com o próximo, é um amor que não exige nenhum tipo de reciprocidade. E, finalmente, chegamos à categoria que nos leva aos tipos de amores que envolvem tanto o amor romântico quanto o sexo.”

Ela tomou um gole de vinho, se ajeitou na espreguiçadeira e continuou. “Ludus – que provavelmente vai remetê-las a palavra lúdico – é o tipo de amor que sentimos quando estamos flertanto com alguém, em que não há um compromisso de nenhuma das partes, o que vocês hoje chamam de crush. Como a maioria de nós – desde que o mundo existe – acaba por se apaixonar, há uma evolução que vai do Ludus para o Eros. Quando o amor romântico se instala, o ser passa a querer mais amor, mais sexo, mais intimidade, mais prazer, mais tudo. E, finalmente, Pragma, que pode ser a derrocada do amor, ou dependendo do ponto de vista, a sua plenitude. Pragma poderia ser melhor explicado por aqueles casais que continuam juntos por conveniência, seja por causa dos filhos pequenos, seja por questões financeiras, enfim, é o lado mais prático da vida.”

“E você acha que o Eros pode ser relacionado com o amor cortês do período medieval?” Luiza parou de escrever e olhou para Elô. Seus olhos brilhavam como os de alguém que está com febre, parecia não tomar conhecimento da minha presença. Me senti um pouco ofendida com a atitude dela, será que era o Eros que já estava tomando conta de mim?

“Não, acho que pode ser relacionado mais ao Ludus. O amor cortês era um amor idealizado, jamais consumado. Eros é, também, a efetivação física do amor. Como sua pesquisa é sobre o Trovadorismo, aconselho que você se concentre em entender o Ludus e, talvez, uma transição desse para o Eros, mas sem a prática do ato sexual.”

Aquela falação toda já estava começando a me irritar, não sei se por que eu não estava participando ou por que queria conversar com Luiza sobre outras coisas. No entanto, a questão que me afligia era se ela iria perder seu tempo, que parecia ser tão precioso, conversando comigo. Quem sabe foi por isso que acabei falando besteira.

“Elô, queria perguntar uma coisa, é sobre seu livro.” Ela me olhou e levantou as sobrancelhas. “Você acha que o amor que permeia o livro é do tipo Ludus ou Eros?” Luiza, afinal, olhou para mim com um pouco de interesse.

A Elô me encarava sem dizer nada, e o silêncio que se fez foi tão longo que se tornou constrangedor. Eu, como ainda queria aparecer mais, retomei as perguntas. “Por que me parece que para uma das personagens o Ludus estava mais presente do que o Eros. Estou errada?”

Ela ergueu as costas da espreguiçadeira e  olhou em meus olhos, como se houvesse só nós duas ali. “Você está fazendo confusão entre Eros e Ludus. Entre as personagens houve os dois tipos de amor, se elas não tivessem ido para a cama, se ficassem só na conversa, naquela coisa lúdica, se o amor não tivesse brotado no coração delas – mesmo que não tenha sido na mesma intensidade para ambas – teria sido apenas Ludus agindo, mas você sabe que não foi isso que aconteceu. Então, eu não estou entendo aonde você quer chegar.” Tomou mais um gole do vinho e disse. “ Sabe, Cacau, os gregos viam o ciúme como um sentimento nobre, diferente de hoje. Mas acho que uma explanação sobre tal sentimento não cabe nesse momento.”

Luiza começou a guardar o caderno e os óculos dentro da mochila,  preparava-se para ir embora. Pelo jeito, minha intenção de chamar sua atenção tinha saído pela tangente. “Não vá já, fique para tomar um chá”, pedi com a voz baixa. Ela olhou para mim sem entender muito bem o que se passara ali, depois olhou para Elô em busca de um sim ou não.

“Fica Luiza, vou fazer um chá para nós. Tem um bolo delicioso que a Cacau fez porque você vinha aqui. E ainda quero dar mais uma lida nas suas anotações.” Piscou para Luiza e sorriu. Eu sabia que o sorriso dela derrubava qualquer resistência.

Depois do chá, Luiza nos deixou e ela começou o discurso. “Cacau, você pode me explicar o que aconteceu no jardim? O que foi aquele surto de raiva contra mim? Se você sentiu ciúmes da  Luiza, não perca nem seu tempo, eu jamais me envolveria com uma menina da idade dela, ainda mais com uma aluna.”

Agora que tudo se acalmara um pouco dentro de mim, eu sentia vergonha de ter agido daquela maneira, ter tentado expor coisas que eram tão caras para a Elô. “Me desculpe, ainda não sei ao certo o que houve comigo.”

“Não quero parecer a que sabe de tudo nessa casa, mas o que você sentiu foi ciúme da Luiza. Não vou condená-la, acho que o ciúme – se não for patológico – é um sentimento que nunca deve ser julgado, acho um sentimento  corajoso, mas a forma como você reagiu foi desnecessária e desproporcional.”

Me joguei no sofá e cobri o rosto com as mãos, o que eu poderia dizer a meu favor? Nada, ela já dissera tudo, fora desnecessário. Pedi desculpas novamente, era o que me restava.

“Você está tão interessada assim nela?” Jogou-se no outro sofá e Lelé pulou em seu colo.

“Não sei Elô. Só a vi duas vezes, mal falei com ela, como posso estar sentindo esse misto de ciúme com vontade de ficar por horas conversando e desejo?”

Ela se levantou e sentou ao meu lado, deitou-me em seu colo e começou a me fazer cafuné. “Isso, minha querida, é o Ludus a um passo de se transformar em Eros.”

 

Voltei a ver Luiza na semana seguinte. A Elô fizera questão de me levar para assistir a apresentação dela, eu só não sabia que ela me deixaria sozinha na sala.

“Cacau, eu vou ter que ir, tenho uma reunião daqui a dez minutos. Você fica aqui assistindo a apresentação e depois vá até a minha sala e me espere lá para irmos almoçar.” Me deu a chave da sua sala e saiu em silêncio.

Quando Luiza terminou sua explanação, os professores esgotaram o repertório de perguntas e a sala esvaziou, me aproximei dela e a cumprimentei pela eloquência.

“A Elô teve que sair, mas tenho certeza que ela gostaria muito que você fosse almoçar com a gente. Vamos?” Senti minha voz tremer, estava ansiosa e com receio de uma negativa da parte dela.

“Claro, vamos. Só preciso guardar essa papelada, você me ajuda?”

Quando chegamos à sala, a Elô ainda não estava. Era a primeira vez que eu entrava no ambiente profissional dela. Havia aquela bagunça habitual em que só ela conseguia se movimentar e achar o que precisava, porém havia, também, uma certa ordem que era distinta da que tinha em casa. Era um gabinete como são os dos professores, mas era mais aconchegante, mais com jeito de casa.

Luiza entrou e sentou no sofá que ficava encostado na parede em frente à janela, parecia estar muito à vontade, com certeza já visitara essa sala uma infinidade de vezes. Coloquei minha bolsa sobre a mesa e sentei na cadeira da Elô, esperando ansiosamente que ela falasse algo.

Ela se levantou e foi até a estante de livros, começou a passar o dedo pelos títulos, até que parou e virou-se para mim. “É verdade que esse livro da Elô é autobiográfico?”

Tirara o livro Estranho é o Amor…da estante e o folheava. “É o que dizem.” Foi a única resposta que me veio naquele momento. “Você já leu?”

“Já li três vezes. Eu adoro a forma como ela aborda os sentimentos, é intenso e leve, apesar de haver aquela dor em todas as linhas e entrelinhas da história. A Elô é uma pessoa que fala muito por entrelinhas, não é?”

Levantei-me e fui andando até parar ao lado dela. “Não acho, comigo ela é muito direta, afinal moramos juntas, não tem como ter uma conversa subliminar se dividimos o mesmo espaço.”

“Então, se tem alguém que sabe se o livro é autobiográfico ou não, esse alguém  é você  ou  a Renata.” Ela continuava a folhear o livro.

“Você conhece a Renata?”

“Sim, a vi duas vezes. Uma vez vim falar com a Elô e ela estava aqui, acho que as duas iam a algum lugar juntas. Outra vez, encontrei-as na saída do cinema. Elas são namoradas?”

“Não, claro que não! São amigas, há muitos anos.” Cheguei mais perto dela e peguei o livro da sua mão. “Qual a parte que você mais gosta desse livro?”

“Gosto de tudo.” Ela sentiu meu corpo quase colado ao dela, mas não fez menção de se afastar, pelo contrário, se aproximou mais, senti sua coxa roçando em mim. “Gosto quando elas fazem amor no hotel.” Sentia a vibração de sua voz no meu rosto e um arrepio correndo pela minha nuca. “E você, gosta de que parte?”

Quando ela aproximou sua boca da minha, ouvimos a portar abrir. Luiza deu um salto para trás e virou-se para a estante.

Elô ficou parada na porta nos olhando, como ninguém falava nada, ela fechou a porta  e se dirigiu para sua mesa. “Estou interrompendo vocês?”

“Não Elô, nós é que tomamos conta da sua sala.” Quando Luiza disse isso, eu me afastei e sentei no sofá.

Elas conversaram um pouco sobre como tinha sido a apresentação e saímos para almoçar.

 

Quando chegamos em casa, Elô teve a discrição de não me perguntar nada sobre a cena que ela quase viu. Nem sequer mencionou o nome  Luiza. Passou a semana muito quieta. Ela era uma pessoa que gostava do silêncio, da solidão, mas naqueles dias a quietude estava doendo no ouvido.

Na sexta à noite, a Renata apareceu para jantar, e veio sem a Carol. Trouxe duas garrafas de vinho tinto e pelo jeito o jantar seria estendido. Como sempre faziam, as duas cozinharam juntas, vê-las assim sempre me deixava feliz, e como a Elô passara a semana calada, nada melhor do que a Renata para pôr ela para cima.

“Cacau, a Elô me contou que pegou você numa situação meio comprometedora na sala dela na faculdade. Me conta o que aconteceu.” Abriu o vinho e colocou uma taça na minha frente. Com ela era assim, ia direto ao ponto.

Senti meu rosto pegando fogo e ri para amainar meu constrangimento, se eu demonstrasse vergonha seria pior. “Nada. A Elô chegou antes que acontecesse algo.”

“E você procurou pela garota depois?”

“Não, claro que não.”

“ Ficou com vergonha ou foi a Elô que não deixou?”

“Não sei por que, acho que fiquei esperando que ela me desse algum sinal, ou que aparecesse aqui. A Elô, estranhamente, não falou nada, nem tocou no nome dela. Falando em Elô, será que ela demora no banho? Tô morrendo de fome.”

“Cacau, come um queijo, uma coisinha qualquer, o assado ainda demora um pouco e a Elô, com certeza, demora também.” Colocou mais vinho  na taça. “Eu acho que ela não falou nada porque essa menina, a Luiza, ela é diferente das outras meninas, e talvez a Elô não queira que você se machuque.” Abriu o forno e deu uma sacudida na assadeira. “ Tenha certeza de uma coisa, a Elô ama muito você e só quer o seu bem.”

Depois do jantar, as duas ficaram na sala e eu fui para o meu quarto. Assisti a um filme e depois que este terminou ainda não estava com sono, mesmo passando da meia-noite. Ouvi risadas vindo do quarto da Elô, provavelmente a Renata tinha ficado para dormir.

Liguei  o tablet e fui olhar as redes sociais. Luiza havia me enviado um pedido de amizade, aceitei e imediatamente recebi uma mensagem dela.

[Oi, Cacau. Acordada, ainda?]

[Pois é, tô sem sono. Jantei muito tarde.]

[Eu queria te encontrar de novo. Posso ir até sua casa no final de semana?]

[Não sei Luiza, a Renata tá aqui, não sei se ela vai ficar o final de semana todo ou só até amanhã.]

[Mas eu quero ir te visitar, não vou para ver a Renata, nem a Elô.]

[Vem amanhã à noite. Qualquer problema eu te mando uma mensagem. Bj.]

 

 

Quando levantei já passava das nove e meia, peguei uma caneca de café com leite e fui procurar pela Elô, a casa estava silenciosa demais. Encontrei-a no escritório, sentada numa poltrona e lendo.

“A Renata foi embora?” Beijei-a no rosto e me sentei.

“Foi. Ela tinha coisas para fazer na casa dela e depois ia encontrar a Carol.”

Olhei o nome do livro que lia, Pagan Portals. “Não sabia que você se interessava por paganismo, druidas e celtas.”

Ela colocou o livro de lado. “Nem eu sabia. Comecei a pesquisar para o novo livro que pretendo escrever e estou achando tudo muito interessante. Agora, estou afundada nessas culturas e seus rituais.”

“Elô, posso te fazer uma pergunta?” Ela assentiu com um gesto de mão. “Quando você estava envolvida com a mulher do livro, você e a Renata ficavam juntas?”

“Sim, ficamos algumas vezes. Ficar com ela não era difícil para mim enquanto eu estava envolvida com a mulher do livro. Entretanto, tornou-se depois que tudo terminou. A tristeza que sentia estava me consumindo e eu não tinha vontade nem de comer, quanto mais de sexo. E foi assim por muito tempo, eu sabia que tinha que ir até no osso do sentimento, tinha que consumi-lo até o final, não deixar sobrar nada, porque se não fosse assim, no futuro, qualquer sopro poderia reacender a fogueira, e eu não queria mais.”

“Você deixa isso muito claro no livro, que não queria mais. Por quê?” Eu estava me sentindo como uma entrevistadora, e estava gostando tanto que cheguei a achar, naquele momento, que talvez fosse essa a minha vocação.

“Primeiro porque eu sempre achei, e continuo achando, que o amor quando se desfaz não tem o que o costure de novo, essa coisa de dar um tempo nunca funcionou para mim, se acabou está acabado, se a pessoa não quer mais, eu vou chegar a exaustão emocional e depois seguir em frente. E depois, Cacau, eu sabia que se um dia ela viesse me pedir para tentarmos e tudo e tal, passaria um tempo e ela me largaria de novo. Isso sempre ficou muito claro para mim. Você já terminou o livro?”

“Ainda não.” Me levantei e peguei a xícara dela que estava vazia. “Elô, a Luiza vai vir aqui hoje, tem algum problema para você?”

“Não, claro que não tem.” Ela pegou o livro e voltou a lê-lo. Antes que eu saísse, disse. “Só tenha cuidado para não se machucar com essa história.”

 

Luiza chegou perto das sete horas, trouxe um USB com filmes para assistirmos e uma caixa de chocolate. Ao entrar não viu que a Elô estava na sala e me beijou de leve na boca.

“Boa noite, Luiza.” Quando ouviu a voz da Elô se afastou de mim.

Puxei-a pela mão e entramos na sala. “Oi Elô, desculpe a invasão.”

“Não precisa pedir desculpa, você é sempre bem-vinda.” Beijou Luiza no rosto e foi para a cozinha.

“Ela está terminando o jantar. A Renata deve estar chegando. Elas vão ao cinema depois que comermos. Vamos até o meu quarto, a Elô chama quando a comida estiver pronta.”

Fechei a porta do quarto e coloquei o USB no laptop. “Vamos ver o que temos aqui?” Havia mais de cem filmes. “Nem sei o que escolher. O que você sugere?”

“Na verdade, não sugiro nada. Não vim para assistirmos filme algum, trouxe o USB só para o caso de uma emergência.” Ela viu a confusão estampada em minha cara. “Caso a gente não tenha muito o que falar uma para a outra, entende?”

“Acho que teremos muito a dizer.” Encostei minha boca na dela, senti sua língua encostar na minha e vasculhar todo o meu interior. Quando tentei puxá-la para mim ela se afastou e ficou me olhando.

“Meninas, venham. Jantar na mesa.” Elô bateu na porta, mas não tentou abrí-la.

A Renata estava pondo a mesa quando chegamos. “Oi Luiza, tudo bem? Acho que já nos vimos antes, não é?”

“Sentem meninas, hoje é só sopa, estamos atrasadíssimas. Se vocês ficarem com fome, façam uns sanduíches.” Elô sentou e serviu-nos. Ao final, elas tiveram de sair correndo para não perder a sessão e nós ficamos arrumando a cozinha.

“Me fala mais sobre sua vida Luiza. A única coisa que sei é que você é uma das mais brilhantes alunas da Elô.” Eu enxugava os copos que ela colocava no escorredor.

“Não tenho muito mais para contar, eu moro com meus pais, tenho mais uma irmã, mas ela já saiu de casa, mora em outra cidade. Até dois anos atrás eu tinha um namorado, mas não deu certo com ele, éramos mais amigos do que namorados, e na hora da cama não dava muito certo entre nós. Eu estudo, como você já sabe, acho sua tia fantástica e quando crescer quero ser como ela. E acho que é isso.” Terminou de lavar a louça, secou a mão e se encostou na mesa. “E você? Como é sua vida, além de ser sobrinha da Elô?”

“Não muito diferente da sua. Estudo para o vestibular, e por incrível que pareça ainda não estou muito certa sobre o curso que quero. Conheci uma menina há mais ou menos um mês atrás, mas ela não mora aqui. Então, não sei se voltaremos a nos ver.”

“Só por que ela mora em outra cidade?”

Cheguei perto dela, encostei minha boca em seu ouvido e sussurrei. “Não, porque não estou apaixonada por ela. Quero outra pessoa.”

Senti ela se entregar um pouco mais quando a segurei pela cintura. Procurou minha boca e me beijou, me virou e me deitou sobre a mesa. Sem dizer nada, apenas passeando por todo o meu corpo, tirou minha calça e me engoliu com sua boca, que era suave, quente e ritmada, entrava e saía de mim, brincava com minhas partes mais íntimas e fez com que eu me segurasse na mesa para que não saísse voando de tanto prazer que me dava.

Quando ela terminou e tentei tocá-la, ela me segurou. “Não Cacau, ainda não. Precisamos conversar antes.”

“Você não me quer dentro de você? Porque o que eu mais quero agora é te sentir por dentro.” Tentei puxá-la de volta para mim e ela recuou.

“Não é isso, quero muito você. Estou derretendo de tesão, mas acho que  ainda não é hora.”

“Luiza, o que está acontecendo?”

 

 



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