O sol da manhã invadiu o chalé, filtrado pelas árvores da mata. Dani acordou aninhada nos braços de Letícia, sentindo o peso seguro do corpo da policial e o ritmo constante de sua respiração. Não havia mais a rigidez da advogada ou o pânico da mulher traumatizada; havia apenas a paz e a certeza de ter encontrado seu lar.
Dani levantou a cabeça e viu Letícia sorrir.
“Bom dia, Doutora. Que bom que você parou de lutar contra a evidência,” Letícia sussurrou, a voz ainda rouca.
“Eu sou persistente. Você precisou me encurralar em um celeiro e depois em um chalé para eu admitir a derrota,” Dani respondeu, beijando-a suavemente.
Aquele amanhecer era o início de um novo mundo, um mundo onde a lógica de Dani finalmente encontrava a determinação de Letícia.
A Proposta de Novo Lar
Elas passaram a manhã inteira no chalé, conversando sobre tudo, menos sobre o dinheiro. Quando a fome as obrigou a retornar à sede da fazenda, a cumplicidade entre elas era inegável.
Depois de se divertir com Lexia e almoçar com Luísa e Pedro, Letícia chamou Dani para o escritório. A policial estava vestida com sua roupa de folga, mas o olhar era de pura estratégia.
“Eu não posso mais ir embora, Dani,” Letícia começou, sem rodeios. “Não vou. Mas também não posso ficar aqui desocupada, brincando de patrulha rural, enquanto você cuida de uma fortuna que, honestamente, é um alvo gigantesco.”
Letícia pegou uma caneta e começou a esboçar em um papel, assumindo sua postura de planejamento.
“Eu pedi uma licença estendida, mas não vou voltar para o Quartel de São Brás. Eu não quero voltar.” Letícia olhou para Dani com a seriedade que a fez fugir no passado, mas que agora trazia conforto. “Eu tenho anos de experiência em investigação, segurança, logística e proteção de ativos. É o meu trabalho. E agora, é a nossa vida.”
Dani esperou, a respiração suspensa, entendendo que a policial estava prestes a fazer uma proposta de vida.
“Eu quero montar uma empresa aqui na Fazenda Esperança. Uma empresa de segurança privada e investigação, com foco em segurança de grandes fortunas e investigações rurais,” Letícia continuou. “A fazenda é um hub perfeito, fora da vista da capital. Você tem o dinheiro e o conhecimento legal; eu tenho a experiência e a rede de contatos. Eu posso te dar a segurança que você e Lexia precisam para administrar esse patrimônio sem medo.”
Dani ficou muda. A proposta de Letícia não era apenas profissional; era uma proposta de permanência. Era a maneira da policial, que era reservada e prática, de dizer: eu estou comprometida com você, com Lexia e com o seu futuro.
“Você… você vai deixar a polícia por mim?” Dani perguntou, os olhos marejados de emoção e incredulidade.
“Não. Eu vou deixar a polícia por nós,” Letícia corrigiu, pegando a mão de Dani por cima da mesa. “Meu propósito agora é proteger o meu time, Dani. Você, Lexia, e a chance que essa fazenda nos deu de recomeçar. Seria a união perfeita: a Advogada e a Policial. Juntas, inquebráveis.”
Dani, a mulher falante, pela primeira vez não precisou de palavras. A persistência de Letícia, que ela havia temido no início, era agora a sua maior segurança. A advogada se levantou, deu a volta na mesa e abraçou Letícia com força, beijando-a com a mesma paixão da noite anterior.
“Aceito. Somos parceiras. Em tudo.”


Olá, boa tarde!
Este capítulo não pertence a história ”A Advogada e a Policial – A Ruína do Meu Álibi”, d autora DaniBraga??????
Olá, Omuwandiisi!
Perdão pela demora na resposta.
Os capítulos foram liberados conforme o texto publicado em nosso painel interno pela própria autora. É verdade que houve um pequeno erro na liberação de um capítulo conectado a outra história. Mas já foi corrigido.
Caso encontre outro problema equivalente, por gentileza, nos avise.
Abraços,
Lesword.