Melina abriu os olhos e fitou o teto do quarto por algum tempo antes de se animar a mover a cabeça. Havia uma coisinha peluda e quente ronronando ao seu lado. O movimento atraiu o olhar violeta da gata e ela sorriu para Voltruf, que não demorou a retornar para a forma humana.

— Ei — ela sussurrou, sentada na beirada da cama. — Como se sente?

Melina piscou.

— Como se tivesse de ressaca após tomar um barril daquela cerveja ruim que vendem nos portos de Andalus.

Voltruf afastou alguns fios de cabelo, que lhe caíam sobre os olhos e riu.

— E você? — perguntou, reparando nos cortes sobre a pele dela, ainda em estado de cicatrização. A florinae percebeu sua inspeção e garantiu:

— Estão cicatrizando mais rápido, agora que Marie está perto.

A notícia de que a sobrinha estava no castelo fez outro sorriso bordar os lábios de Melina. Voltruf admirou-o; Melina era linda. Até mesmo naquelas condições, com o rosto inchado e o cabelo desalinhado pelo sono recente, além do aspecto um pouco doentio após ser envenenada por um demônio. Inclinou-se um pouco, afim de permitir que ela visse Marie, Fantin e Tamar.

Exaustas pelo uso excessivo da magia curativa, as três mulheres dormiam serenamente. Como não havia quartos extras no castelo, tampouco camas sobrando, elas estenderam esteiras de viagem no chão para repousar. Não era algo que as incomodasse, visto que a vida ordenada proporcionava viagens longas e desgastantes por estradas que, raramente, ofereciam o repouso e segurança de uma estalagem. Estavam acostumadas.

Os olhos de Melina ficaram marejados. Ela não via suas “filhas” há quase três anos. A felicidade vibrou em seu peito. Sua vontade era saltar da cama e correr para abraçá-las tão forte quanto possível, mas as três necessitavam do descanso tanto quanto ela própria.

— Tudo acabou bem? — retornou a atenção para Voltruf, que prendeu a sua mão entre as dela e a arrastou para o colo.

— Depende do que você entende por “bem”. As Sombras daquela noite foram subjugadas. Entretanto, a carnificina causada por Dakar e Vans atraiu mais delas. Virnan passou a noite no abismo, de vigília. Ela ainda não retornou, mas pelos sons que o vento nos trouxe, foram horas desagradáveis.

Ela silenciou, o olhar prendendo-se no de Melina. Violeta no azul, uma flor no mar.

— Fiquei preocupada com você.

— Eu também me preocupei por você, querida. Quando vi o poder daquelas Sombras, me apavorei ao imaginá-la sozinha no abismo.

Volt se sentiu aquecida, tamanho o carinho que enxergou no olhar dela. Melina sentou, apoiando as costas na cabeceira da cama. Então, sorriu e segurou o queixo de Voltruf antes de se inclinar e depositar um beijo suave em seus lábios.

Ser tocada e beijada por ela, eram as melhores sensações do mundo. E Voltruf sabia que não podia mais negar que estava apaixonada pela grã-mestra, assim como tinha certeza de que Melina sentia o mesmo. 

“Estava aqui pensando… Se vocês casarem, vai ser muito estranho ter que te chamar de tia” a frase reverberou na mente da florinae, fazendo-a se afastar de Melina, apressada. Ela teve a sensação de estar corando, como se ainda estivesse viva e o sangue em suas veias não fosse o resultado da sua união mágica e espiritual com Marie.

As duas mulheres olharam para Marie, cujo sorriso largo conseguiu ficar ainda maior quando ela tracejou gestos no ar, para que a tia pudesse compreendê-la também:

Vocês são lindas juntas”.

A mestra ordenada deu uma risada silenciosa para o rosto vermelho da tia e foi até a cama. Voltruf se afastou para lhe permitir o contato com Melina, que se afundou no abraço da sobrinha entre lágrimas de felicidade.

— Que saudade! — disse a grã-mestra, segurando o rosto dela entre as mãos. O sorriso alcançando o olhar. — Você está tão linda!

A puxou para outro abraço e Marie se deixou ficar dentro dele por um tempo, recebendo beijos no topo da cabeça e palavras de carinho sussurradas. Asfaltou-se, segurando a mão dela e beijando o dorso, antes de soltá-la e gesticular:

A saudade que senti foi grande, mas a felicidade de agora é imensa. Ainda mais por saber que Volt cumpriu a promessa dela e cuidou bem de você. Só não esperava que ela fosse cuidar tão bem” — deu um sorriso malicioso, que tornou a plantar um tom intenso de vermelho na tia.

Melina acabou rindo alto e a comoção acordou as outras mulheres. De repente, o quarto pequeno e estreito estava em festa. Alegria que cresceu quando Virnan e Lyla se juntaram a elas pouco tempo depois. Entre risadas e conversas sobre assuntos aleatórios, Voltruf e Melina se deixaram afundar na paz de estarem ao lado da sua família.

***

O sorriso no rosto de Lenór era largo e tão bonito que causou estranhamento entre os soldados e criados do castelo, pelos quais ela e Vanieli passavam. A comandante trazia a mão da esposa na sua, vez ou outra trocando olhares carinhosos com esta.

— Se pudesse, não teria saído daquela cama tão cedo — Vanieli confidenciou, chegando mais perto dela e lhe arrancando uma risadinha marota.

— Penso igual — admitiu. — Mas o dever chama.

Elas pararam diante da porta do quarto em que Aisen convalescia.

— Gostaria que o dever nos chamasse amanhã ou daqui a uma semana. Um pouco de sossego entre seus braços seria maravilhoso.

— Não se preocupe, amor. Prometo que teremos esses momentos em breve.

A ausência de outras pessoas no corredor ofereceu a oportunidade de trocarem um beijo rápido, que Lenór findou com um carinho na bochecha de Vanieli. Tomaram alguns instantes para se recompor e bateram à porta.

A comandante suspirou ao se aproximar da cama de Aisen. Yahira, encostada na base da janela, limitou-se a fitá-la em silêncio.

— Como ela está?

A pergunta foi feita para Dimal, que acabara de abrir a porta para elas.

— Mal — ele fechou a porta e se escorou na madeira. — Mestra Marie acha que pode ajudá-la, mas precisa da grã-mestra para isso.

— Melina acordou há pouco, mas ainda precisa de repouso. Passamos em seus aposentos no caminho para cá — Vanieli contou, sentando na beirada da cama e segurando a mão de Aisen, ao passo que os olhos astutos de Lenór passearam sobre a daijin, antes de voltarem a fixar Yahira.

— Venha — ela falou para a mulher e deixou o quarto.

Yahira a seguiu, caminhando como se tivesse o peso de um defunto sobre os ombros. Vanieli permaneceu no cômodo com Dimal.

— Voltruf me contou o que ocorreu entre você e Aisen no abismo — a comandante falou quando atingiram o corredor aberto.

Uma rajada de vendo se infiltrou nas vestes delas e Lenór se escorou em um dos pilares que sustentavam o teto. Daquele ponto, tinham uma vista favorável da cidadela, abismo e deserto. Uma paisagem que parecia ter sido desenhada e limitada por mãos divinas.

— Você ainda quer me matar?

Antes de responder, Yahira apoiou os cotovelos no parapeito e fitou o deserto, que parecia tão vazio quanto ela.

— Não.

— Por quê?

A ex-daijin trouxe a atenção de volta para ela, notando que por baixo das cicatrizes em seu rosto e da expressão austera, Lenór Azuti era muito jovem.

— Eu nem sei se queria fazer isso de verdade — fitou as próprias mãos. O corte que a corrente de Aizen fez nela e no braço, deixou uma enorme cicatriz serpenteada, após a cura mágica de Melina. — Não é uma desculpa para todo o mal que fiz. Voltruf disse que eu queria fazer e que o punhal sombrio amplificou esse desejo. Mas, será que eu queria mesmo?

O olhar de Lenór acompanhou a cicatriz no braço dela, enquanto dizia:

— Só você sabe o que vai em seu coração.

Yahira suspirou pesadamente.

— O que fiz não tem perdão e aceito qualquer punição que você queira me dar. Contudo, gostaria de ficar com Aisen até que ela se recupere. Acho que precisamos tentar resolver nossas questões. Sem violência, dessa vez.

Lenór cruzou os braços, pensativa. Talvez fosse pela felicidade que a tomava no momento, talvez fosse por finalmente encerrar o conflito entre Zaidar e Cardasin e se livrar daquele peso sobre seus ombros, ou, talvez, não fosse nada disso e estivesse, apenas, se solidarizando com a situação, mas estava disposta a atender o pedido de Yahira.

— Compreendo o ódio e o desejo de vingança, assim como a dor que Aisen sente. Respeitei seu pedido para não participar da batalha e ir acertar as contas com você. Só não imaginava que ela escolheria um meio tão covarde para findar essa rixa — ajeitou alguns fios de cabelo que o vento arrancou da trança. — Não me sinto confortável com isso, porém, acredito que Aisen precisa de paz. Além disso, Dimal ficará de olho em você.

Yahira esboçou um sorriso fraco com um meneio de cabeça e não resistiu a perguntar:

— Ele e Aisen… — limpou a garganta — estão juntos?

Um sorriso debochado separou os lábios de Lenór.

— Eles ficaram muito próximos, mas não sei dizer se o relacionamento deles vai além de companheirismo e amizade.

De repente, uma ideia atravessou seus pensamentos. Aisen era muito parecida com a falecida esposa de Dimal e, talvez, houvesse mesmo um interesse romântico por parte dele. Preferiu não comentar o assunto com Yahira.

— Entendo.

— Eu ainda não tenho certeza do que fazer com você. No entanto, enquanto estiver aqui, você pode ser útil.

— De que maneira?

— Quero que me conte tudo o que sabe sobre o Príncipe Riksen e os generais zaidarnianos.

— Acho que posso fazer isso — Yahira balançou a cabeça em acordo. — Não sei muito sobre o príncipe, mas estando ao lado de Vans, convivi bastante com os generais.

— Excelente.

Curiosa, Yahira perguntou:

— Não tem receio de que eu possa mentir ou, talvez, ser perigosa para você, sua esposa e o rei?

Outro sorriso bordou os lábios de Lenór.

— Ninguém consegue mentir pra mim, Yahira. E você não vai querer tentar, pois há um limite para a minha condescendência.

— Isso me parece arrogância.

— É apenas fato. Eu consigo ler as pessoas e você não é nenhum segredo.

— Novamente, arrogância — insistiu a ex-daijin.

— Você é esperta demais para se deixar conceber uma imagem tão ingênua de mim — deixou o pilar em que se escorava e se aproximou dela.

Yahira sorriu, mostrando os dentes brancos e quase perfeitos, que contrastava com o negro retinto da sua pele. Lenór pensou que ela e Aisen formavam um casal muito atraente.

— Você tem razão. Eu não acredito nisso. — Fitando o deserto por um momento, Yahira suspirou intensamente. Seu olhar passeou pelas sombras do abismo, antes de perguntar: — Você é Dháris, não é?

Foi a vez de Lenór fitar o deserto.

— Acho que já me chamei assim em outra vida e tempo — os pensamentos se voltaram para as Terras de Aman e a mulher que as governava.

— Eu acho que já sabia… Quando sentei ao seu lado, naquela noite de fogueira, senti algo estranhamente familiar emanando de você. Assim como Aisen, não tenho magia farta. As correntes que possuímos complementam esse poder em combate, além das habilidades adquiridas em treinamento. Porém, o pouco que possuo, me permite perceber e reconhecer certas energias. Estar ao seu lado é como estar diante de Amani. Não sei como explicar de outra forma, exceto, que as duas parecem possuir a mesma vibração na alma. Aisen também a possui.

Lenór permaneceu em silêncio por um instante longo, antes de falar:

— Promessas, né?

— Sim, elas regem destinos e conectam pessoas — Yahira retornou o olhar para ela. Lenór inspirou fundo e deu um pequeno sorriso.

— Ainda acho essa história confusa, mas quanto mais penso nisso e nas situações que vivi recentemente, mais tenho certeza de que minha conexão com Amani é real. E agora… — deu novo suspiro — agora estou ciente de que a sensação de ausência e perca que sempre esteve comigo, era saudade dela. Quanto mais longe ia de Cardasin, mais profunda essa sensação se tornava.

Yahira deixou o apoio do parapeito e endireitou o corpo.

— Eu tentei matá-la. Você sabe.

— Sim. Eu sei.

— Não se incomoda?

— Você não teve sucesso, então não. Mas se tentar outra vez, não vai gostar do que irei fazer. E já que estamos no assunto, é melhor se preparar. Amani está vindo para cá.

***

— Tem certeza de que é aqui? — Lenór perguntou.

— Sim — Voltruf garantiu.

Aos poucos, a vida no Castelo do Abismo retornava ao seu normal, embora a presença dos soldados zaidarnianos e cardasinos acampados além dos seus muros, contrariasse essa afirmação.

A maioria dos moradores que se refugiaram em Avardia, retornou para o Castelo. As negociações pela paz entre os dois reinos caminhavam sem grandes divergências e a presença da Rainha Florinae e suas companheiras ordenadas já não era vista com tanto desagrado pelos nobres locais. Ao menos, eles evitavam conflitos.

E no meio da rotina atípica e com questões maiores solicitando sua atenção, Voltruf só conseguiu levar Virnan e Lenór para recuperarem o punhal sombrio e analisar o espírito que Melina aprisionou, quatro dias após o fim da batalha.

— E onde está o tal espírito que a grã-mestra aprisionou?

— E eu que sei? Nós o deixamos bem aqui e… — ela fez um gesto largo e interrompeu a fala quando percebeu o círculo de fogo que circundava uma planta.

— O que foi? — Virnan, que até então se manteve calada, quis saber.

Voltruf caminhou até a planta, cuja folhagem de um verde-amarelado recordava as grandes árvores que circundavam Flyn. Virnan encarou a planta, que não devia ter mais que meio metro de altura. Rapidamente, seu olhar passeou pelo entorno.

— É uma muda de atalantaia? — perguntou, embora não precisasse de confirmação.

— Sim, mas como?

Virnan se curvou para examinar melhor a planta, sua mão cruzando a barreira do círculo de fogo sem problema. Tocou as folhas e um pequeno sorriso deformou seus lábios.

— Acho que acabamos de encontrar nosso espírito fujão.

Surpresa, Voltruf também tocou a planta. A magia vibrou em contato com a sua.

— Por Cazz!

— O que há de estranho nisso? — Lenór perguntou.

— Era um espírito, agora é a muda de uma árvore que só nasce em outro mundo — Voltruf falou, como se fosse óbvio.

— Novamente, pergunto: O que há de estranho nisso? Lá embaixo está cheio dessas árvores e espíritos que saem delas. Um deles quase me matou e só sobrevivi porque Aneirin me ajudou.

Virnan a olhou por um longo tempo antes de retornar sua atenção para a muda. Ela passou a mão na cabeça, ligeiramente confusa.

— Quando os mundos se dividiram algumas coisas deixaram de existir em cada um deles. Atalantaias são árvores que só existem em Inamia, o mundo dos espíritos ou, se preferir chamar assim, as Terras Imortais. Suas raízes se alimentam dos veios mágicos que cercam o mundo, por isso, são conhecidas por se tornarem a moradia de espíritos naturais.

— Na verdade, elas são a forma física de um tipo específico de espírito natural — Voltruf corrigiu-a.

— Quer dizer que o monstrengo que atacou Aisen e Yahira, resolveu se mudar para cá?

Uma risada gostosa escapou do pássaro Lyla, que estava pousado sobre o galho de uma árvore próxima. Ela transmutou para a forma humana e continuou sentada sobre o galho, balançando as pernas enquanto dizia: 

— Essa garota é engraçada! É bem a sua cara escolher uma pupila de humor ácido como o seu, irmã.

— Fecha o bico, passarinho.

Lyla riu novamente e, em vez de obedecer à irmã, disse:

— Você sabe o que está se passando aqui, não é, Volt? 

Voltruf encolheu os ombros.

— Sim, majestade.

Outra risada escapou de Lyla, que saltou para o chão. Antes de morrer e se tornar um espírito guardião, ela foi a rainha de Flyn e Voltruf uma de suas servas mais fiéis.

— Já não sou rainha de nada, tigresa.

— Força do hábito. Desculpe.

A outra fez um gesto de descaso e Voltruf retomou a palavra, apontando para o abismo:

— Melina e eu formulamos uma teoria e depois de passar um tempo lá dentro sozinha, acredito que ela está correta. Os Portões de Cazz, que protegemos há milênios, conectam os três mundos. O abismo pode fazer o mesmo. No entanto, ele não é um portal, ele é um espaço entre mundos.

— Isso até que faz sentido — Lyla concordou. — Se ele fosse uma passagem direta para Inamia, os espíritos que ficaram presos neste mundo pelos séculos que os Portões de Cazz estiveram fechados, teriam conseguido atravessar.

— Ai, isso tá começando a me dar dor de cabeça. Por favor, expliquem como se estivessem falando com uma pessoa totalmente ignorante. O que, aliás, eu sou. — Lenór levou a mão ao rosto, exasperada.

Foi Virnan quem se propôs a explicar:

— Um entre mundos é como aquele pequeno espaço vazio entre a porta e a parede. Entende? É uma fresta, que pode permitir a passagem de um pequeno inseto, da luz e do som.

— Exatamente — Volt retomou. — Acredito que esse “pequeno vão” sempre existiu e como se encontra no fundo do abismo, nunca foi acessado por outras pessoas antes de nós. Principalmente, porque isso só é possível quando o véu que mantém os mundos separados, se enfraquece em noites de lua cheia.

— Então, é por isso que essas criaturas — Sombras e espíritos — aparecem nessas noites?

— Sim. Uma óbvia falha na execução do ritual de magia que separou os mundos. E essa também deve ser a explicação para haver poucos espíritos naturais aqui, assim como, a ausência expressiva de veios mágicos — Lyla concluiu.

Voltruf empertigou-se. Ela caminhou até beirada do abismo e fitou a escuridão no fundo dele.

— Acho que não é só isso — falou, atraindo a atenção das outras mulheres. Se virou para olhá-las. — Não acho que foi um erro de execução, mas sim, algo que era inevitável. O Todo sempre esteve conectado a outros mundos através da magia dos espíritos, quando ele foi dividido, essa conexão permaneceu em Inamia e o abismo faz parte dela.

As três mulheres a encaravam, confusas. Voltruf forçou a saliva através da garganta seca.

— Eu tenho que mostrar uma coisa pra vocês — e começou a afastar a gola da camisa, mas interrompeu o gesto quando ouviu o estalar de um galho seco e o som dos cascos de cavalos esmagando folhas.

As quatro mulheres se voltaram para a entrada da floresta e se deparam com uma figura misteriosa. Era uma mulher, que saiu da floresta, montada em um cavalo negro como uma noite sem estrelas. Estava acompanhada por outras duas que, assim como ela, usavam a máscara branca das daijins.

Nenhuma delas ficou surpresa ao vê-la, visto que a sua chegada iminente podia ser sentida por todas, até mesmo Lenór, que não possuía magia ou o olfato e audição apurados de Virnan. Mas, a medida que a conversa entre elas se arrastava, uma estranha sensação percorreu suas veias, fazendo com que lançasse olhares ansiosos para a floresta com frequência. Ela carregava a certeza de que o encontro que tanta ansiava estava prestes a ocorrer.

Quase como se tivessem ensaiado o movimento, a comandante e suas companheiras se ajoelharam diante de Amani.



Notas:

Devagar, mas tá saindo. Obrigada por continuarem aqui comigo.

Ah, não sei se alguém aqui me acompanha no instagram, mas Crimes do Amor virou livro, finalmente. Na verdade, um e-book que está disponível na Amazon e Kindle Unlimited. O texto foi revisado, ganhou novos capítulos e cenas. Então, fica a dica! 😉

E se quiserem me acompanhar no instagram para verem as próximas novidades, aqui está:  @tattah.nascimento

Vocês também podem me cobrar por lá, kkk…

Um beijo grande e até o próximo capítulo!




O que achou deste história?

2 Respostas para 50.

  1. Amei a atualização, finalmente!!!!

    😍😍😍😍

    Mantenho a ansiedade por novos capítulos

Deixe uma resposta

© 2015- 2025 Copyright Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução total ou parcial do trabalho sem a expressa autorização do autor.