Tag Archives: Literatura Lésbica

Capitulo 07

“Há coisas que não se explicam. Só se sentem. E doem.” — Clarice Lispector O céu estava encoberto, como se o dia tivesse esquecido de nascer por completo. Diana cavalgava em silêncio, o coração inquieto. O rio parecia chamá-la — ou talvez fosse a memória do último encontro. Ao chegar à margem, viu Ana Carolina.…

Capitulo 06

O encontro inesperado, as situações inusitadas, o que não foi combinado, mas tinha que acontecer. – Rubem Alves O sol se escondia atrás das árvores, tingindo o céu de cobre e violeta. Diana cavalgava lentamente, guiada apenas pelo instinto — sem rumo, sem destino. Quando chegou à margem do rio, parou. Havia alguém ali. Uma…

Capitulo 05

A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida olhando-se para a frente.Soren Kierkegaard O cheiro de café fresco se misturava ao vento da manhã quando o carro parou em frente à casa. Lucia correu até a varanda com os olhos brilhando. — Mãe! — gritou, antes mesmo de Tita…

52.

A grande fogueira na praça estava armada para a tradicional noite de vinho e dança. Foi ao lado dela que o cortejo parou. O encantamento e atenção que Amani despertava era gritante, muitas pessoas se ajoelhavam diante dela, outras — mais corajosas — pediam bençãos. Ela atendia a todos com um sorriso singelo e não…

Capitulo 04

Santo Agostinho: “A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las”. Acordei na manhã seguinte com a sensação de que seria um dia de fortes emoções. A visita de Gabriel Medeiros de Alcântara não foi mera cortesia. Algo…

Capitulo 03

A gente nunca sabe onde parou.  Sabe apenas que recomeçar É pular linhas, burlar o tempo, Ludibriar o pensamento. É a sequência, a continuidade, ir em frente. É escrever histórias, viver amores, Emoções, sem pontos, sem fins, Apenas continuar. Leandro M. Cortes Há exatos seis meses eu havia comprado à fazenda que pertencia a meu…

Capítulo XII — Antes do amanhecer

Xena procurou em seus pertences alguns panos para acomodar melhor Gabrielle. Sentou-se ao seu lado. — Por que fez isso, meu amor? Só precisava apunhalá-lo pelas costas. Sei que talvez não desse tempo, mas o estrago em mim não seria tanto. Ele teria me apunhalado no meio de meu abdômen e a armadura seguraria, mas…

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